Tomei a gelada
Saindo de casa
Caí na estrada
Sem medo de nada
Juntei os amigos
Não tinha perigo
Faltou o Isidro
Mas levei comigo
Invadi a pista
Com pé de sambista
A velha conquista
Da bela passista
Som de Casuarina
Mulher de Petrolina
Forró de Teresina
Dança, menina
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A garrafa no mar
Viver só
Viver só
Se encontrar
Se perder
Saber perdoar
Saber perder
Não sara assim
Não cura agora
Incomoda achar
Dói se não ver
É beco
É rua escura
Sem saída
Um só caminho
O túnel da vida
Entra sem pedir
Entra sem bater
E apanha!
Sem querer
Olha a luz
Olha o fim
Acabou
Acabou?
Lembra antes
E pensa agora
Valeu a pena
Vai sem demora
Olha a luz
Olha o céu
Ou o inferno
O túnel do réu
Você se culpa
Você nem luta
A água leva
O vento traz
Barco a vela
Poitado no cais
Amarrado no caos
Dum túnel sem fim
Numa ilha isolada
Eu quero meu fim
Nessa vida gelada
O que te espera?
Quem está lá?
Não sei
Não sei
Só sei e repito
Aqui, bem aqui
É ruim de ficar
Viver só
Se encontrar
Se perder
Saber perdoar
Saber perder
Não sara assim
Não cura agora
Incomoda achar
Dói se não ver
É beco
É rua escura
Sem saída
Um só caminho
O túnel da vida
Entra sem pedir
Entra sem bater
E apanha!
Sem querer
Olha a luz
Olha o fim
Acabou
Acabou?
Lembra antes
E pensa agora
Valeu a pena
Vai sem demora
Olha a luz
Olha o céu
Ou o inferno
O túnel do réu
Você se culpa
Você nem luta
A água leva
O vento traz
Barco a vela
Poitado no cais
Amarrado no caos
Dum túnel sem fim
Numa ilha isolada
Eu quero meu fim
Nessa vida gelada
O que te espera?
Quem está lá?
Não sei
Não sei
Só sei e repito
Aqui, bem aqui
É ruim de ficar
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O alívio já vem quando a caneta deita
Ter sem querer é como uma obrigação
É dizer ''eu te amo'' por tesão
É andar de mãos dadas por status
E basear vocês dois num sentimento pra lá de abstrato
Querer sem ter é pensar a todo instante
Onde tudo que se sente agora não é como antes
É desejar tanto a ponto de mudar uma vida
É fazer uma viagem pro nada com passagem só de ida
Tudo é bom quando se acorda de sonho ruim e vê seus olhos abrindo.
Nada é pior que sentir o sufoco da perda e saber que continuas indo.
É dizer ''eu te amo'' por tesão
É andar de mãos dadas por status
E basear vocês dois num sentimento pra lá de abstrato
Querer sem ter é pensar a todo instante
Onde tudo que se sente agora não é como antes
É desejar tanto a ponto de mudar uma vida
É fazer uma viagem pro nada com passagem só de ida
Tudo é bom quando se acorda de sonho ruim e vê seus olhos abrindo.
Nada é pior que sentir o sufoco da perda e saber que continuas indo.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Carta de sabe Deus quando...
Hoje conseguimos fazer com que toda água fosse reaproveitada e se tornasse potável. Há sete anos reconquistamos a hamonia da natureza e o verde se reestabeleceu na Terra, trazendo o equilíbrio para o meio ambiente. A poluição no mundo reduziu a um nível favorável e a camada de ozônio está praticamente intacta. Há 23 anos alimentos transgênicos não entram em casa alguma e por isso o índice de cancêr é praticamente zero. Os animais tem, por fim, o respeito que merecem e só se encontra armas de fogo em álbuns e museus. Dentre os significados da palavra ''cadeia'', aquele em que criminosos eram detidos se perdeu graças ao novo programa de re-inclusão social há 65 anos. Isso tudo foi resultado do esforço e sacrifício de um número infinitos de pessoas que um dia foram nossos ancestrais. Eles se dedicaram, se expuseram e até se sujeitaram a situações que nunca imaginaremos passar. Por nós. Para que a nossa vida na Terra fosse plena e está sendo. Por isso e muito mais somos gratos aos que estiveram aqui antes de nós e fizeram de tudo e de coração.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Contradição
Eu não espero sua resposta
Eu faço sem querer
Nem quero ouvir a velha bossa
E ouço sem saber
Não vou sorrir de graça na rua
Acabei de o fazer
Porque é assim que a vida flutua
É assim que tem que ser
Eu não espero nada em troca
Mas no fundo eu quero
E nem troco você por duas
Mas no fundo eu troco
Lembrei da música nossa
Acabei de me confundir
Não tinha nada de bossa
Mas era gostosa de ouvir
Então fica assim
E até outro dia
Pode até ser o fim
Olha só, quem diria
O que sobrou foi cor,
Luz e muita alegria, alegria.
Eu faço sem querer
Nem quero ouvir a velha bossa
E ouço sem saber
Não vou sorrir de graça na rua
Acabei de o fazer
Porque é assim que a vida flutua
É assim que tem que ser
Eu não espero nada em troca
Mas no fundo eu quero
E nem troco você por duas
Mas no fundo eu troco
Lembrei da música nossa
Acabei de me confundir
Não tinha nada de bossa
Mas era gostosa de ouvir
Então fica assim
E até outro dia
Pode até ser o fim
Olha só, quem diria
O que sobrou foi cor,
Luz e muita alegria, alegria.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Alguém no mundo dia 5 de abril de 2010
Hoje você acordou disposto a não brilhar
Mal comeu o pão e nem quis se banhar
A jardineira da janela estava encharcada
De tanta água que caiu do céu a noite toda
E você preferiu esperar amanhã
Com muito custo lavou um copo, mas o sujou novamente
Viu-se no espelho com uma expressão mórbida e deprimente
Viu no canto do chão do banheiro um punhado de veneno para ratos
Debochou da idéia e vestiu o único par de sapatos
E preferiu deixar pra amanhã
Sentiu a dor da claridade cinza nos olhos quase cerrados
E caminhou para a esquina quando se deu conta dos pés molhados
Xingou mentalmente o motorista sem educação
E como todo bom pedestre tomou a condução
Mas preferiu faze-lo amanhã
Desceu na estação seguinte e numa ligação largou o emprego
O trem pra casa estava mais para o trem do lar enterno
Pensou no que tinha até agora conquistado e no seu desapego
Olhou para os trilhos e ouviu a força do chamado inferno
E decidiu acabar com tudo naquela hora
Alguém por ali se fez triste por alguns minutos
Outros mais perturbados transmitiram um gesto de luto
Ouviu-se ainda um último cretino, fútil e frio comentário
De que você fez questão de ser covarde e ainda dar trabalho
E o que sobrou de você foi catado dos trilhos
Agora me diga como vive nessa luta eterna contra você
Ainda se achando inútil e incapaz de algo poder fazer
Como é se amarrar na lava flamejante e ferver com dor
Isso tudo porque em um dia quis ver o sol anoitecer
E tudo que te cerca agora é o oposto do amor
Mal comeu o pão e nem quis se banhar
A jardineira da janela estava encharcada
De tanta água que caiu do céu a noite toda
E você preferiu esperar amanhã
Com muito custo lavou um copo, mas o sujou novamente
Viu-se no espelho com uma expressão mórbida e deprimente
Viu no canto do chão do banheiro um punhado de veneno para ratos
Debochou da idéia e vestiu o único par de sapatos
E preferiu deixar pra amanhã
Sentiu a dor da claridade cinza nos olhos quase cerrados
E caminhou para a esquina quando se deu conta dos pés molhados
Xingou mentalmente o motorista sem educação
E como todo bom pedestre tomou a condução
Mas preferiu faze-lo amanhã
Desceu na estação seguinte e numa ligação largou o emprego
O trem pra casa estava mais para o trem do lar enterno
Pensou no que tinha até agora conquistado e no seu desapego
Olhou para os trilhos e ouviu a força do chamado inferno
E decidiu acabar com tudo naquela hora
Alguém por ali se fez triste por alguns minutos
Outros mais perturbados transmitiram um gesto de luto
Ouviu-se ainda um último cretino, fútil e frio comentário
De que você fez questão de ser covarde e ainda dar trabalho
E o que sobrou de você foi catado dos trilhos
Agora me diga como vive nessa luta eterna contra você
Ainda se achando inútil e incapaz de algo poder fazer
Como é se amarrar na lava flamejante e ferver com dor
Isso tudo porque em um dia quis ver o sol anoitecer
E tudo que te cerca agora é o oposto do amor
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