quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bons dias!

Saudade me traz você na cabeça
E logo vem um sorriso no rosto
Por mais distante que tudo pareça
Do teu cheiro eu lembro do gosto

Minha amiga.

Não te contei mas sonhei com você
E meu anjo foi aí perguntar
Quis saber se tem como sofrer
Se a distância te faz chorar

Não é assim.

Todo dia eu rezo contigo
E peço poder estar ao lado
Pela noite o peito amigo
Depois de um dia cansado

Vai ser assim.

Vamos ter tempo de crescer
E nos ver até enjoar
Por enquanto vou ver você
Só enquanto puder sonhar

Boa noite, de novo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Eu quero reclamar

A minha sorte não perde tempo com luxo
E é claro que eu preciso de problemas
O que me protege é a vontade de ser
E ter que estar sempre diluindo dilemas

Engraçado como tudo parece dar certo
E eu sou o grande ator da minha vida
Mesmo sem alguns personagens por perto
A sujeira é facilmente varrida

Não, minha casa não tem tapete!

Renovar. Montar um plano por dia
Desapegar. Eu nem lembro mais se ouvia
Estar. Sempre com um ar puro de despedida
Reclamar. Só porque faz parte da vida

Na verdade eu não tenho motivos
A não ser o que me chega aos ouvidos
Pois os olhos podem piscar
Por algum tempo posso não respirar
E em boca fechada não entra mosquitos

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Qualquer coisa é melhor do que esse lugar seguro e sem emoção

Hoje não fui assaltado
Não ganhei no jogo
E nem levei um susto

Hoje não falei com ela
Não tomei chuva
E nem gargalhei de rir

Hoje não ganhei um abraço
Não troquei um olhar
E nem dei um presente

Hoje não falei obrigado
Não ouvi um ''bom dia''
E nem fui xingado

Amanhã que seja
Quero diferente
Desse tédio nojento
Desse nem frio, nem quente

domingo, 1 de agosto de 2010

Doa-se um escudo

A vida é feita do presente e cheia de surpresas. Todo dia é um aprendizado e cada erro serve de exemplo seja com dor ou arrependimento. Mas no fundo nada disso importa. Nada disso tem a grandeza do que é o incerto. E o verdadeiro segredo da trajetória de longos caminhos é não saber. Além de tudo que tive e aprendi, hoje ganhei um escudo. Não sei se é vantagem ter esse escudo e também não sei como deixar de usar. Só sei que ele está sempre à minha frente, projetando uma possibilidade que me priva de viver certas passagens. E como são só passagens podem ser dispensáveis. Não! Eu jamais dispensaria qualquer passagem dessa vida por mais tola que fosse. Mas dispenso, e crio no lugar um vazio de preenchimento. Algo comum que se perde numa memória feita de nada. O escudo me traz arrependimento e, sinceramente, pretendo não escrever mais sobre isso, pois já sinto que me arrependi de novo. A vida é feita de presentes, mas como existem aqueles que não servem, você deve trocar ou dar a alguém. Alguém covarde o bastante para querer se proteger da vida.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O pecado mora ao lado

Gilson tinha um vizinho carranco. Reclamava dos barulhos que Gilson produzia por conta da vitamina e do intestino. Seu vizinho punia Gilson por tudo que ele passava e apontava seus maiores pormenores como se fossem relevantes. De fato não eram. Mal vestido e desprendido como sempre, Gilson de trinta e quatro anos, gostava apenas de desenhar cenas do seu bairro. Sempre que podia retratava um episódio comum e o transformava em uma memória rica no papel. Ele adorava seu bairro.
Seu vizinho tinha belos pares de perna e não era, nem de longe, um travesti. Sônia, uma mulher bela e marrenta de trinta e sete anos, era quem Gilson tanto temia e tanto ouvia reclamar. Pobre coitado. Tinha tanto medo de não poder controlar o que sentia por Sônia que figurava a dama como um velho sem dentes em sua cabeça. Seu vizinho carranco que tanto lhe atormentava, mal sabia que Gilson não fazia por mal. Não era mesmo de propósito toda essa irritação que Sônia sentia.
Sua vizinha era realmente tentadora. A janela que o diga. Sempre quando cantava enquanto preparava sua massa caseira, Gilson sorria e ficava feliz por saber que a furiosa vizinha se sentia bem. Pobre da sua vizinha que vivia só. Não teve mesmo sorte no amor e tudo que lhe restou foi um felino de três quilos. Nem pra virar jantar o danado servia. Lamentava por não ter companhia e tampouco tinha esperanças de conseguir alguém naquela altura da vida. Vida ingrata, pensava ela, tinha beleza e faltava comida na mesa. Quem diria.
A rotina afastava quem mais via de perto sua vida. Sônia não suportava Gilson e Gilson temia a ira de Sônia. Ela não entendia que de vez em quando um pouco de tolerância traz a felicidade e impediu que o destino fizesse sua parte. Ele, por outro lado, não percebeu que a ousadia cria oportunidades e não deixou que sua atitude mudasse seu mundo. Sônia não olhou pro lado quando precisou, pois seu cabresto não permitia. Nunca soube que Gilson só queria viver com ela, alugar seu apartamento e dividir a renda e fazê-la feliz como sempre sonhou. E Gilson se contenta desenhando sua rua preferida.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Não há tempo ruim.

Há dois verões plantei uma amiga.

Cuidei com ferramentas delicadas, atenção e reguei com companhia
Agora, depois de firme na terra, dá pra saber porque ficou bom
Percebi, com as estações, que não era só ela que crescia
E eu ganhei um jeito novo de olhar pro mundo como se fosse um dom
Deu gosto de ver o tamanho da amizade e os frutos que colhia
Enxergo tudo que me faz bem e há quem me faça sorrir nesse tom
Semente de yayá não se compra por aí nem se encontra todo dia
Sou grato ao curso da vida que me fez cultivar essa planta, de coração.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Davi, Vida, Davi

Quis porque quis fazer parte desses seus dias
Esses que você me diz nunca ter esquecido
Agora eu nem lembro se fui feliz
E questiono sempre o motivo de ter nascido

E a dor que dorme e atormenta meu tempo
Pesa sobre mim escurecendo meu rosto
Esfria-me o peito esse seco vento
E me faz, da velha vida, esquecer o gosto

Filho, sinto nunca ter te conhecido
E hoje sou incompleto por sua ausência
Antes fosse ao contrário, diz a natureza
Escrevo por dias para escapar da demência

Não lembro seu nome, seu rosto, nem como partiu
Esqueci sua data, sua cor preferida e tudo em você
Mal sei do semblante do último dia em que sorriu
Isso porque eu ainda nem te vi nascer

domingo, 11 de julho de 2010

Nem sempre foi assim

Houve um dia em que eu aproveitava o dia
Levava café da manhã aos meus pais na cama
E saía de pijama na rua
Gostava de uma menina do colégio e sair sozinho não podia
Comia pastel na feira no domingo de manhã. Ah, Domingo de manhã!
Quanto tempo que não te vejo.
Não tinha vaidade e sentia saudade do fim de semana passado. De verdade.
Andava na praia sem maldade, ah que saudade!
Não gostava de cerveja e ria dos adultos sem entender porra nenhuma.
Vibrava com filmes inocentes e durante a tarde via a tarde passar.
Tinha um ar leve e um suspiro puro. Eu gostava de ficar em cima do muro.
Imaginava minha vida de hoje bem diferente.
Esqueci como era e agora sou descrente.
Acho que não devia saber demais e crescer custou minha paz.
Meus princípios de hoje não são de criança, mas deveriam!
Me completa e conforta pensar que nem sempre foi assim...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um dia de palco

Pularam minha fala e me viraram as costas
A luz não me encontrou no cenário do dia
Eu não ensaiei, eu nem sei
E esse é o grande truque de acordar e dormir
Pois cada dia é um palco e você atua como o Sol quer
Ou a Lua.
E se tudo der errado, pois bem, que venha a outra cena.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Eu proponho

Que tal a gente se ver
Falar bobeira e comer besteira
Em algum lugar que não conheço
E nem você
A noite inteira
E de dia também
E que no momento em que você ler
Um anjo passe e diga amém.

Pode ser qualquer dia
Sem combinar e sem marcar
Sem medir tempo pra chatear
Quero tropeçar em você
De novo
E te ouvir cantar
Juro que ouço
E mesmo se você não falar
Eu gosto
Só de ver sua mão deslizar

Estou fazendo um convite
E que o destino aceite
Espero te ver qualquer dia
Ou antes que você se deite
E fazer nada com você
E que tudo possa acontecer

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma dessas fases

De repente o canto da parede me acolhe
Mas minha parede não canta
E todo resto da sala é estranho pra mim
Não está igual, de fato

Esses meus olhos me confundem
As vezes miram coisas que não quero ver
Essa mente me tortura
E eu alimento a minha mentira de ser

Falta ar, falta chão
É uma enorme escada sem corrimão
Tá escuro. Tudo muito quieto
A pressão dentro de mim me joga ao teto

É como sentir que vem uma explosão
Pode ser num grito, num gesto brusco
Ou o simples soltar das mãos
Tive que cair pra me levantar

domingo, 23 de maio de 2010

Muito prazer, Chico.

Escrever ouvindo Chico e caminhar cantando Chico.
Conversar sobre Chico e beber falando dele.
Discutir obras de Chico sem dizer ''esse'' ou ''aquele''
Pois Chico não se aponta, nem é pronome de ninguém.
Transar ouvindo Chico e fazer amor também.
Tem tanto Chico por aí que pra mim é um só.
Agora manda um Chico em Ré menor!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

E eu sambei

Tomei a gelada
Saindo de casa
Caí na estrada
Sem medo de nada

Juntei os amigos
Não tinha perigo
Faltou o Isidro
Mas levei comigo

Invadi a pista
Com pé de sambista
A velha conquista
Da bela passista

Som de Casuarina
Mulher de Petrolina
Forró de Teresina
Dança, menina

A garrafa no mar

Viver só
Viver só
Se encontrar
Se perder
Saber perdoar
Saber perder
Não sara assim
Não cura agora
Incomoda achar
Dói se não ver
É beco
É rua escura
Sem saída
Um só caminho
O túnel da vida
Entra sem pedir
Entra sem bater
E apanha!
Sem querer
Olha a luz
Olha o fim
Acabou
Acabou?
Lembra antes
E pensa agora
Valeu a pena
Vai sem demora
Olha a luz
Olha o céu
Ou o inferno
O túnel do réu
Você se culpa
Você nem luta
A água leva
O vento traz
Barco a vela
Poitado no cais
Amarrado no caos
Dum túnel sem fim
Numa ilha isolada
Eu quero meu fim
Nessa vida gelada
O que te espera?
Quem está lá?
Não sei
Não sei
Só sei e repito
Aqui, bem aqui
É ruim de ficar

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O alívio já vem quando a caneta deita

Ter sem querer é como uma obrigação
É dizer ''eu te amo'' por tesão
É andar de mãos dadas por status
E basear vocês dois num sentimento pra lá de abstrato

Querer sem ter é pensar a todo instante
Onde tudo que se sente agora não é como antes
É desejar tanto a ponto de mudar uma vida
É fazer uma viagem pro nada com passagem só de ida

Tudo é bom quando se acorda de sonho ruim e vê seus olhos abrindo.
Nada é pior que sentir o sufoco da perda e saber que continuas indo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Carta de sabe Deus quando...

Hoje conseguimos fazer com que toda água fosse reaproveitada e se tornasse potável. Há sete anos reconquistamos a hamonia da natureza e o verde se reestabeleceu na Terra, trazendo o equilíbrio para o meio ambiente. A poluição no mundo reduziu a um nível favorável e a camada de ozônio está praticamente intacta. Há 23 anos alimentos transgênicos não entram em casa alguma e por isso o índice de cancêr é praticamente zero. Os animais tem, por fim, o respeito que merecem e só se encontra armas de fogo em álbuns e museus. Dentre os significados da palavra ''cadeia'', aquele em que criminosos eram detidos se perdeu graças ao novo programa de re-inclusão social há 65 anos. Isso tudo foi resultado do esforço e sacrifício de um número infinitos de pessoas que um dia foram nossos ancestrais. Eles se dedicaram, se expuseram e até se sujeitaram a situações que nunca imaginaremos passar. Por nós. Para que a nossa vida na Terra fosse plena e está sendo. Por isso e muito mais somos gratos aos que estiveram aqui antes de nós e fizeram de tudo e de coração.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Contradição

Eu não espero sua resposta
Eu faço sem querer
Nem quero ouvir a velha bossa
E ouço sem saber
Não vou sorrir de graça na rua
Acabei de o fazer
Porque é assim que a vida flutua
É assim que tem que ser

Eu não espero nada em troca
Mas no fundo eu quero
E nem troco você por duas
Mas no fundo eu troco
Lembrei da música nossa
Acabei de me confundir
Não tinha nada de bossa
Mas era gostosa de ouvir

Então fica assim
E até outro dia
Pode até ser o fim
Olha só, quem diria
O que sobrou foi cor,
Luz e muita alegria, alegria.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Alguém no mundo dia 5 de abril de 2010

Hoje você acordou disposto a não brilhar
Mal comeu o pão e nem quis se banhar
A jardineira da janela estava encharcada
De tanta água que caiu do céu a noite toda
E você preferiu esperar amanhã

Com muito custo lavou um copo, mas o sujou novamente
Viu-se no espelho com uma expressão mórbida e deprimente
Viu no canto do chão do banheiro um punhado de veneno para ratos
Debochou da idéia e vestiu o único par de sapatos
E preferiu deixar pra amanhã

Sentiu a dor da claridade cinza nos olhos quase cerrados
E caminhou para a esquina quando se deu conta dos pés molhados
Xingou mentalmente o motorista sem educação
E como todo bom pedestre tomou a condução
Mas preferiu faze-lo amanhã

Desceu na estação seguinte e numa ligação largou o emprego
O trem pra casa estava mais para o trem do lar enterno
Pensou no que tinha até agora conquistado e no seu desapego
Olhou para os trilhos e ouviu a força do chamado inferno
E decidiu acabar com tudo naquela hora

Alguém por ali se fez triste por alguns minutos
Outros mais perturbados transmitiram um gesto de luto
Ouviu-se ainda um último cretino, fútil e frio comentário
De que você fez questão de ser covarde e ainda dar trabalho
E o que sobrou de você foi catado dos trilhos

Agora me diga como vive nessa luta eterna contra você
Ainda se achando inútil e incapaz de algo poder fazer
Como é se amarrar na lava flamejante e ferver com dor
Isso tudo porque em um dia quis ver o sol anoitecer
E tudo que te cerca agora é o oposto do amor

segunda-feira, 15 de março de 2010

Chorar de tanto rir

Hoje o sol ficou o dia inteiro tentando sair
E as ruas levaram horas pra secar
Eu não tinha forças pra sorrir
Assim como o mendigo não podia lutar

Foi então que eu sentei ao seu lado
Num canto da rua já seco
Que o Sol tinha acabado de secar
Dei a ele pão e leite com café preto
E mais um motivo pra rezar

Ele agradeceu com uma piada
Me arrancou mais que uma risada
E saí dali com vontade de chorar

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Eu celebro a vida

Eu quero escrever
Mas me falta motivos
Só escrevia quando triste
Quando corria perigo

Agora é tudo tão certo
E eu estou tranquilo
E quem vive por perto
Pode passar, eu não ligo

As cores mudaram
E o sol resolveu sair
Muitas águas rolaram
Por isso escrevo aqui

Agora é tudo tão claro
E eu estou feliz
Com esse brilho raro
Como eu sempre quis

Estou cantando o bem
Multiplicando tudo
O meu crime é cantar
Cantar e não ficar mudo


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ousadia em sonho

Você, por favor, nunca mais use essa palavra
Nem tampouco se comporte como tal
E não dirija este verbete sem volante
Parece que se perdeu em instinto animal
Não finja que está se libertando
E nem visite meu sono pesado
Pois mais denso que viver te escutando
É desejar permanecer acordado.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vai comprar talco

Tem paz pairando no ar do meu lar
Coloridos, desmontados
Fazendo do chão carnaval
Tem gargalhada pura com voz aguda
E pequenas roupas coloridas
Secando ao sol no varal
Tem penduricalho e chocalho
Em cima do berço amarelo-canário
E um terço dentro dum quarto
Junto da Santa que me ajuda

Deve ser coisa da idade

De dar flores não sinto saudade
Talvez porque não conheça quem as mereça
Ou talvez não saiba quem as deseja
Ou simplesmente perdi a vontade

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Venha me visitar

É um lugar com muros baixos e casas coloridas
Montanhas verdes cercando a cidade
As crianças pedalam nas ruas tranquilas
E os pedestres caminham porque têm vontade

As salas não usam TV
E a lenha que aquece o fogão
Os quartos têm enormes janelas
E por toda parte há brinquedos no chão

O Prefeito sorri mais que a Miss Universo
O Gari sorri mais que o Prefeito
O Açougueiro lá é apelido
O povo come só o que do solo veio

É uma cidade que chove e faz sol
E ninguém briga por causa de futebol
As pessoas são puras por dentro e por fora
E os parques são lindos de fauna e flora

O correio lá é serviço gratuito
E todo mundo diz bom dia, boa tarde e boa noite
Lá não existe papo de elevador
Mesmo porque o prédio mais alto é uma casa no monte

No inverno o topo do monte fica branco
E na primavera fica amarelo
O povo lá também muda de cor
No verão fica preto e no inverno, branquelo

É uma morada diferente daqui
Onde todos sabem bem o que lhes pertence
A ajuda não depende do sobrenome
Basta se ouvir um chamado de qualquer gente

É uma região que fica na minha cabeça
Um canto de passarinho no canto da cachola
Eu subi na árvore pra cantar minha cidade
Mas deixei em casa a minha viola


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Porto Seguro

Você se perdeu em seus próprios pensamentos
Ficou confuso e se deixou levar
Sob a força de um suspeito sorrateiro vento
Que não te deixaria voltar

Você viu seu rosto por toda parte
E vivia com vontade de cantar
Usou do sentimento e fez arte
Sentia facilidade pra rimar

Você passou por momentos duros
E não podia demonstrar fraqueza
Sabia que o sentimento era puro
É que só você tinha certeza

Você viu tudo escuro do outro lado
Como o vidro embaçado em dia frio
Mas agora você sabe que é amado
Porque a nuvem cinza já sumiu

Você sabe que pessoas vêem e vão
Como navios num Porto à beira mar
Enquanto uns estão apenas de passagem
Outros, por um tempo, devem atracar
Apenas tome cuidado para não seguir viagem
Bem naquele que está para afundar




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Fale o que pense. Faça o que quer!

Alguém aqui lhe trouxe e não foi em vão
Você veio aprender como tudo acontece
Te mostraram como é viver com emoção
E lhe ensinaram como o coração se aquece

O caminho mais difícil, você sabe
É o que mais vai lhe dar alegrias
Se deparar com o precipício, quem sabe?
O importante é levantar-se com sabedoria

E seus planos se aproximarão do presente
Suas conquistas deixarão de ser só sonhos
Mantenha seu precioso corpo sempre quente
E permaneça com seu rosto bem risonho

A beleza de viver como quiser
Te liberta da prisão dos infelizes
Não será uma grade qualquer
Que impedirá que seu solo fertilize

A sua cria seguirá sua criação
E será muito mais feliz do que você
Pois saberá desde cedo o que quer
E dirá muito bem o que pensa em dizer

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Pirâmide da minha vida

---------------Se me orgulho, deixo meu legado.-----------------
-------Coisas que me arrependo, deixo meu aprendizado.-------
-----Das coisas que me envergonho, deixo meu ''eu'' calado.-----
E as das coisas que não me lembro, bem, isso eu já botei de lado.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sinta-se a vontade pra você hoje.

Cortar as unhas, cortar o cabelo, fazer a barba, passar um perfume, vestir uma boa roupa e calçar um tênis bacana. O resultado que se vê no espelho é sorriso, gostar de si, auto-estima em alta. Mas, puta merda, como é bom andar largado!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Na Terra de Raul

Na Terra de Raul
O vento forte que vinha do norte
Insistia em soprar a saia do sul
O corpo baiano prestes a se despir
Fazia meu olhar se fixar, sem desviar
E fazia a praia toda sorrir

No desfile de sexo quente pré-carnaval
Sol do meio dia propondo orgia e bacanal
Somando pureza de areia clara e mar azul
Pintava beleza na Terra de Raul
Toda soma de som, cheio e sabor cultural
Criava o clima nordeste para o agrado geral

Reflexão compartilhada

Levei tempo para entender que o grande lance de viver motivado, viver pra frente e sempre ter vontade de buscar algo é sempre ter vontade. Conseguir, chegar onde quer e conquistar seus sonhos é algo que deve ser feito lá na frente. Não se apresse. Passe vontade. Deixe no quase o máximo que puder. Brincar com o prazer do fim é muito melhor que conhecê-lo por meio de um curto caminho. Nem pensei em rimar pra ser direto ou objetivo. Sempre é possível saber a hora de ter. E a hora de querer cabe a todas as restantes.