quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

9 meses

Vem do vento forte o ventre novo
Tem da minha sorte a soma do povo
Chega calmo e puro com a graça luz divina
Cresce grão sagrado, minha vida ilumina

Olha com cuidado como é frágil esse ser
Não há de medir o amor que vai nascer
Ouve a nota rara que assina nosso tom
Surge bem agora o mais novo e belo dom

Uma alma chega para um corpo vestir
Anjos se alegram pelo bem que está por vir
É a esperança de uma vida bela e plena
Agora nessa calma tarde de cor serena

Deita sob a copa de sombra fresca e colorida
Vê a sua volta como tudo aqui tem vida
Mostra o caminho, me perdi quando cresci
Seja muito bem vinda, agora tenho você aqui

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Maramargo

Hoje não é como imaginei quando criança
Não achava que chegaria aqui com tampouca lembrança
Memória de muito decerto foi esquecido
Para que a dor não se tornasse algo infinito, comprido. Acredito.

Agora suponho parte do passado
Desconfio, incerto de quem tive ao lado
Bati com a cabeça na parede de casa
Pra dor do amanhã ser, de certo modo, fraca

Ainda consigo apoiar no acaso
Como andar sobre gelo fino de lago raso
E deixo minha âncora fora do mar
Caminho fechado doce de rio não quero tomar

Dos gostos da vida, senti o amargo
E cada vez mais preciso saborea-lo
Entender a causa de tantos degraus
De como uns vivem tão bem e outros tão mal

Quero lembrar da mudança que fiz
Da amarga vida que pude adoçar
E fazer da memória algo feliz
Mesmo se for preciso ter que muito chorar

quinta-feira, 31 de maio de 2012

sábado, 5 de maio de 2012

Carnal versus Espiritual

Simbólico, nostálgico, signo
Seu gesto, seu ato e íntimo
Guardado, segredo, contido

Vivido como se fosse morrer

Icônico de modo abstrato
Subjetivo e traduzido no tato
Ensaios e a descoberta no quinto ato

Envelhecido como se fosse nascer

Percebido, interpretado e lido
Aconteceu, se dará, um motivo
É possível escolher um caminho

Sabiamente desmedido como se fosse sofrer